Beleza ideal: a sua!

  Nos dias de hoje a mulher paga caro por sua emancipação. Ao passar de “rainha do lar” dos anos 50 para a executiva bem sucedida de hoje, tornou-se alvo do mercado. Superou o homem em inúmeras atividades, tornou-se independente do ponto de vista econômico-financeiro, mas tornou-se refém do próprio corpo.

Os tenebrosos “padrões de beleza ”estão aí! Já começamos errado ao falar em “padrão”. Padrão quer dizer “norma”, estatisticamente, “o valor mais freqüente”. Portanto um atributo é “normal” quando 50 % das pessoas o apresentam. Einstein não era “normal”! Correr 100 m em 9’77’’ não é “normal”. Biologicamente “normal” é igual a saudável. O IMC “normal”, que, segundo a OMS varia de 19,5 a 24,9 é “normal” porque nesta faixa caem os riscos de doenças de diversos tipos. O que não quer dizer que não existam mulheres com 17, por exemplo. Mas esse índice vale para essas pessoas apenas! Não serve de referência. Da mesma forma que mulheres de 2m 10 cm de estatura.

Os padrões de beleza exigidos correspondem ao das modelos. Ser modelo não é regre geral, mas exceção. Uma modelo pesa em média 23% a menos do que uma mulher de mesma idade e estatura. Modelos constituem, sem dúvida, um tipo especial de beleza, mas não a beleza em si e, muito menos, a única beleza. Existem mulheres lindíssimas que não são modelos. Elas não são “mais que”, são “diferentes de”. Dizer que uma modelo é “padrão” é chamar de “normal” um atributo que 0,5 % da humanidade possui…

Estudos diversos mostram fatos curiosos. Em 2004  pesquisa mundial realizada por uma multinacional de cosméticos revela, entre outros dados, que apenas 1 % das brasileiras declaram ser “bonitas”! 54% de nossas mulheres fariam cirurgia plástica e 7% já o fizeram. Em estudo por mim realizado com modelos 92% (!!!) o fariam! As 140 entrevistadas colocaram defeitos em seus corpos! A nota média que se deram foi 6,3 para o corpo e 7,2 para o rosto! Estatisticamente, o nível de ansiedade de uma modelo é superior ao de uma vestibulanda da mesma idade!

 

Portanto, beleza não traz felicidade, a felicidade é que traz a beleza! Mulheres mais felizes são mais indulgentes na avaliação da própria beleza.

Moral da história: na se iluda com a busca de “padrões”. Quais são seus diferenciais? Aquilo que a torna única? Qual seu biotipo? Mude o que pode ser mudado e não se preocupe com o que não pode! Procure a SUA BELEZA. Assuma sua identidade estética. Beleza não é padrão! È diversidade, originalidade, diferença!

     Desenvolva outras qualidades que potencializem a beleza, que a fazem “render”. Comunicação, humor, simpatia, cordialidade. Esqueça o “mito da unanimidade!” Em termos de beleza, só uma coisa é unânime: A PRESENÇA DA AUTOESTIMA ADEQUADA!  Goste de você mesma! Seja sua melhor amiga! Curta aquilo que tem e não lamente o que não tem.

 

    Busque a beleza viável, a BELEZA REAL, DESCOMPLICADA! A SUA!

 

 

Dr. Marco Antonio De Tommaso
–  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
–  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
–  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
–  Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010

–   Articulista da revista Boa Forma “ Divã”

–  Assessoria psicológica para modelos e agências

–  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br
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