Terapia psicológica no tratamento da obesidade

A obesidade/sobrepeso tem causas diversas, multifatoriais. Isso quer dizer que pessoas diferentes podem requerer abordagens diferentes. O tratamento, ,idealmente, deveria ser interdisciplinar. Médico, nutricionista, educador físico e psicólogo atuariam em função de um objetivo: emagrecer e PERMANECER MAGRO. A obesidade não tem cura, mas tratamento. Isso quer dizer que só será possível manter o novo peso com determinação, motivação e esclarecimento. A comida não é só nutrição. É amor, afeto, carinho, celebração, recordação e toda uma série de emoções que pode ter sua expressão numa alteração do comportamento alimentar.

A área da psicologia é a mais negligenciada, talvez por ser a menos tangível, por ser muito recente (desde Hipócrates há a preocupação com controle alimentar, enquanto a psicologia passa a ser considerada apenas no pós guerra) ou até por déficit de comunicação nossa, dos psicólogos. Porém muitas vezes sem ela, os resultados são decepcionantes.

A psicologia visa identificar quais estímulos, fora a fome, levam a pessoa a comer indevidamente. Ansiedade? Depressão? Stress? Problemas afetivos? Enfim, vai abordar uma série de variáveis que não são objeto da medicina e da nutrição. Como está a imagem corporal? A autoestima? A pessoa tem um ganho secundário permanecendo gorda? Ela quer e não quer emagrecer ao mesmo tempo? Sabe o que fazer, mas não consegue fazer aquilo que sabe que deveria? Se auto sabota? Tem algum transtorno alimentar (compulsão alimentar, transtorno do comer noturno, bulimia?) Existem ganhos secundários que impedem a aderência ao tratamento ? A pessoa tem algum benefício permanecendo gorda?

Segundo pesquisas e experiência clínica, a terapia comportamental e cognitiva é a mais indicada para o tratamento da ansiedade/compulsão.

A duração do tratamento é altamente variável e depende de diversos fatores: duração do problema, experiências anteriores, idade, histórico de vida, presença ou não de outros transtornos, exemplo depressão. Devemos estar atentos à necessidade de acompanhamento psicológico durante a manutenção do novo peso, bem como da resocialização do paciente obeso, necessária em muitos casos.