Teoria da beleza: ser bonita

Desde sempre beleza é um atributo extremamente valorizado. Filósofos, poetas, escritores, marqueteiros, discorrem, cada um à sua maneira, a seu respeito. Beleza apaixona, vende, seduz. Sua presença traz benefícios. Por mais que queiramos ficar indiferentes a ela, ou produzir um discurso “politicamente correto”, afirmando que a beleza está na essência, entre a percepção da aparência, imediata, e a chegada à essência, mediata, há um degrau que favorece a aparência.

É mais fácil sentir a beleza do que defini-la. Como disse uma “booker” americana, “é quando alguém entra por aquela porta e a gente se sente encantado”. Ou, quando alguém passa pela rua e não conseguimos não olhar.

Ao estudar a beleza, fazemos uma diferenciação entre o ser bonita, visão biológica, evolucionista, o estar bonita e o SENTIR-SE bonita.

Segundo a linha evolucionista, as preferências de beleza têm base biológica. Cristaliza-se na mente mediante o sucesso reprodutivo que suas portadoras apresentaram. Os humanos são programados para buscarem parceiras com características físicas que indicam saúde, fertilidade, juventude. A beleza está a serviço da reprodução e ser bela é ser sexualmente atraente. A mulher bela é aquela que pode passar bons genes às gerações futuras.

Para esta escola, a expressão da beleza se dá através de determinadas características físicas, chamadas sinais de atratividade feminina, passados ao homem inconscientemente ou não.

Nesta medida, a beleza seria universal. Estaria no objeto e não nos olhos de quem vê. Como curiosidade, em estudos realizados com homens heterossexuais, as mulheres escolhidas como belas após exposição em fotos têm maior concentração de estrogênio…

A beleza feminina é percebida pelo homem em regiões primitivas do cérebro, chamadas “circuitos de recompensa”. O mesmo local em que ocorrem as respostas de prazer à droga pelos dependentes químicos, da comida, do dinheiro. São reações primárias, não refletidas e o homem não poderia deixar de reagir.

São inúmeros os sinais de atratividade descritos: curvas (“reserva nutricional para amamentação”), simetria facial, relação cintura quadril, lábios carnudos, seios, olhos brilhantes, entre outros.

Pássaros simétricos acasalam, com mais facilidade, mulheres com relação cintura quadril 0,7 a 0,8 são avaliadas como mais atraentes em estudos com heterossexuais, nariz pequeno indica baixa concentração de hormônio masculino, olhos brilhantes atenção e interesse sexual. Os lábios carnudos seriam uma espécie de eco genital e se tornam importantes quando a espécie humana adquire a postura bípede. Os seios passam a ter dupla conotação: amamentação e sexo.