Psicologia do emagrecimento: e se emagrecer der certo?

     É comum a pergunta do candidato a emagrecimento: “será que vai dar certo?” São freqüentes o medo e a impaciência diante do processo. Conscientemente todas as emoções são canalizadas para o tratamento, para a orientação médico-nutricional, a atividade física mais adequada.

Mas… O medo de não dar certo… as inúmeras vezes em que o próprio programa é sabotado, as desistências, um conformismo diante do insucesso, os adiamentos…

Quando a abordagem psicológica é incorporada num programa de emagrecimento, nota-se que muitas pessoas tem medo que dê certo! Querem porque querem emagrecer, mas temem ser magra. Nelas, a gordura tem função protetora, como se escondessem a si mesmos por traz dela. Permanecendo gordas podem evitar olhar de frente um problema afetivo, de relacionamento, tomar uma decisão importante. Bem ou mal ser gorda ou estar constantemente “emagrecendo” mas nunca se tornando magras, as poupa de resolverem estes problemas. “Não me relaciono porque sou gorda”. “Sou tímida porque sou gorda”. “Não aceitei este trabalho porque sou gorda”.  Outros se defendem da própria sensualidade, “enfeiando-se”. Outras contestam passivamente um matrimonio e que não tem coragem de rever. Uma defesa contra a intimidade.

É o chamado ganho secundário, onde as pessoas têm algum benefício, quase sempre inconsciente, mantendo-se gordas, como outra os tem mantendo-se doentes.

É sempre necessário tratar-se globalmente a pessoa que quer emagrecer. Além dos fatores médico-nutricionais é fundamental que o lado psicológico seja trabalhado. Se houverem ganhos secundários que mantenham a pessoa gorda, deverão ser identificados e removidos, ou “virarão comida” na primeira dificuldade. Ou talvez até uma desistência branca, camuflada pelo medo de dar certo.

É fundamental que pesquisemos com o candidato ao emagrecimento: e se der certo?