OBESIDADE: A PONTA DO ICEBERG

Pessoas diferentes podem engordar por causas diferentes. Muitas vezes atuam independentemente entre si, gerando o mesmo efeito: modificação do comportamento alimentar e aumento do tecido gorduroso. Isto quer dizer que não existem causas únicas válidas para todas as pessoas e que os tratamentos devem ser individualizados.

Em diversos casos a obesidade é sintoma. O aumento de gordura é o sinal mais flagrante, mas pode ser resultado de conflitos outros. Como a ponta de um iceberg, que esconde outras condições mais profundas. Alguns autores descrevem a obesidade, nestes casos, como uma forma inadequada de expressar as emoções, como nos transtornos psicossomáticos.

Muitas pessoas, enquanto se preocupam apenas com o emagrecimento, tiram o foco dessa condição emocional subjacente. Peregrinam de dieta em dieta, trocam de profissionais e, no máximo, perdem algum peso por algum tempo e voltam a engordar.

Emagrecer é muito mais dói que fazer uma dieta e tomar medicamentos. Neste caso, envolve todo um processo de autoconhecimento que nem a medicina nem a nutrição poderão ministrar. Aqui entra a necessidade da abordagem psicológica.

Onde se aplica a psicologia num processo de emagrecimento?

– longo histórico de dietas, efeito sanfona.

– presença de ansiedade como “causa” ou “efeito”

– pessoas que comem por stress, depressão

– presença de transtorno alimentar (compulsão alimentar, compulsão alimentar noturna, bulimia)

– distúrbios de autoimagem (imagem corporal)

– pessoas que sabem o que fazer, mas não conseguem fazer aquilo que sabem que deveriam

A abordagem psicológica visa permear a orientação nutricional, retirando do comportamento alimentar as emoções negativas.