Compulsão alimentar: emoções e sentimentos

No tratamento da compulsão alimentar há especial atenção à identificação e tratamento da dos sentimentos que acompanham o transtorno.

O desencadeante habitual é forte quadro de desconforto e de ansiedade descritos como “urgência em comer” ou “impulso incontrolável” em direção ao alimento. Em algumas pessoas ocorrem pensamentos que visam atenuar a culpa, tipo “só esse”, “um só não faz mal”, “eu mereço”e outros, seguidos do ataque de comer. Em pacientes em dieta é comum a interrupção do registro do diário alimentar horas antes. É como se previssem o que irá acontecer.

Durante a crise ocorre sensação de falta de controle sobre o que e o quanto come, alívio momentâneo da tensão e confusão de sentimentos. Alguns s narram sensação de inconsciência e de impotência diante do quadro.

O “depois” costuma ser angustiante. Frustração, decepção, tristeza, raiva, auto depreciação e CULPA! A autoestima, já debilitada, despenca ainda mais. O arrependimento leva a juras de “que foi a última vez” e que “isso nunca mais vai ocorrer”. Esses propósitos, infelizmente, não serão cumpridos. Será “a ultima vez”, até a próxima oportunidade.

É importante lembrar que na compulsão alimentar há enorme dificuldade de identificar e expressar emoções e sentimentos. A pessoa parece confundir essas emoções com fome e solucioná-las comendo.

O tratamento psicológico requer um autentica “alfabetização emocional”, com identificação e tratamento dos sentimentos envolvidos, aos quais devem ser propostas outras formas de expressão que não a comida.

Afinal, engordar pode ser uma forma inadequada de expressar as emoções.