AUTOESTIMA

Autoestima é o conceito que fazemos de nós mesmos, como nos avaliamos. É de suma importância em nossas vidas e interfere em tudo o que fazemos, desde um pedido de emprego até a barganha de um desconto em uma loja, de um desafio numa promoção a uma conquista amorosa. É imprescindível para o desenvolvimento psicológico e fator de sobrevivência num mercado competitivo.
Compõe-se de amor próprio (o amor incondicional que sentimos por nós mesmos, com qualidades e defeitos), a autoconfiança (que nos dá coragem de agir em situações novas, de assumirmos desafios, tomarmos decisões, etc) e autoimagem (o retrato mental que temos de nós mesmos) e que atuam em diferentes proporções.
O sucesso, entre outras coisas, pode ser explicado pela presença de autoestima adequada, em assimilar adequadamente o erro transformando-o em oportunidade para aprendizagem, fazendo dele um desafio e não um “testemunho de incapacidade”. É ter as emoções atuando construtivamente ao lado da razão.
A autoestima desenvolve-se desde as primeiras experiências da criança, tendo o amor incondicional dos pais como ingrediente básico. É sedimentada pelo incentivo e pela observação do comportamento de pessoas significativas. A superação progressiva de metas o estimulo positivo e a correção adequada por parte de pais e educadores promovem, ao longo do desenvolvimento, a aquisição de uma sensação intima de capacidade, baseada numa avaliação realista de si mesmo, denominada AUTOEFICÁCIA. Em outras palavras, a consciência e a segurança de que os problemas podem ser resolvidos na medida em que apareçam.
Autoestima é uma experiência íntima. Refere-se ao que a pessoa (e não os outros) pensa de si mesma. Não deve ser confundida com egoísmo, narcisismo ou convencimento, ao contrario, sinais de baixa autoestima.
Pessoas com autoestima elevada são orientadas para a realidade e para avaliação adequada de suas qualidades e defeitos, sem subestimar ou super estimar a própria capacidade. Procuram a verdade dos fatos. É mais importante a verdade do que estarem certos e, se os fatos o exigirem, são capazes de modificar a própria opinião. São seguros o suficiente para acreditarem em sinais internos como intuição e criatividade. Flexíveis para considerarem mudanças como desafios e não como catástrofes. Apresentam melhor capacidade para interações sociais já que os outros não são considerados ameaçadores.
Por outro lado, autoestima rebaixada está presente em todos os quadros psicopatológicos, da ansiedade à depressão e distimia, do abuso de substâncias à anorexia nervosa e bulimia, passando por diversas formas de obesidade e compulsão alimentar, preocupações, timidez, sentimentos de incapacidade, ineficácia, medo da intimidade, do sucesso, processos de auto-sabotagem, isolamento social e afetivo, transtornos sexuais, apenas para citar alguns.
A correção da autoestima é efetuada através da psicoterapia, onde crenças básicas, valores, emoções, sentimentos e comportamentos são reavaliados, além do desenvolvimento de competências, promovendo modificação da visão que a pessoa tem a seu respeito, da vida e do futuro.

Dr. Marco Antonio De Tommaso
– Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
– Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
– Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
– Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010
– Articulista da revista Boa Forma “No Divã”
– Psicólogo das Agências Joy, L’Equipe e KeeMod de modelos.
– Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br

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