Ansiedade: o perigo dentro de nós 2

Diferentemente do medo, a ansiedade envolve uma sensação de ameaça abstrata, voltada para o futuro, diante de uma situação imaginária, pouco relevante ou inexistente para a maioria das pessoas. Um medo sem objeto.

No medo, o perigo é real, concreto, externo, presente e eventual. Na ansiedade a sensação de perigo é abstrata, permanente, interna, voltada para o futuro. Na ansiedade temos uma avaliação distorcida do perigo em relação a coisas ou situações que podem nunca ocorrer. O ansioso supervaloriza o grau de ameaça de uma situação e subvaloriza sua capacidade de enfrentamento.]

Determinado grau de ansiedade é importante para a vida. Em níveis moderados, atua como um otimizador do desempenho como quando, ao me preocupar com uma prova, estudo para ela e me saio a contendo. Se for excessiva posso não conseguir estudar, ter “branco”, e até faltar na prova.

Quando a ansiedade prejudica o funcionamento da pessoa, estamos diante de um transtorno de ansiedade, que deverá ser tratado.

Os principais transtornos de ansiedade são:

 

Pânico: o ataque de pânico é uma crise súbita, inesperada, espontânea, onde a pessoa sente mal estar intenso, sensação de terror ou perigo de morte eminente, acompanhados de diversos sintomas físicos e psíquicos que em geral atingem o ápice em 10 a 20 minutos, decrescendo em seguida. A repetição do ataque de pânico ou a ocorrência de um único ataque seguido do medo de Ter outro constitui o TRANSTORNO DO PÂNICO.

 

Agorafobia: medo que a pessoa que teve pânico sente de uma nova crise, passando a evitar locais ou circunstâncias em que a saída, socorro ou passagem possam ser difíceis ou impossíveis, como meios de transporte coletivo, lojas cheias, multidões, caso a pessoa tenha outro ataque de pânico. Não tratada, torna-se progressivamente incapacitante, podendo manter a pessoa confinada em casa. .

 

Fobia Social: medo persistente e irracional que leva a pessoa a evitar situações sociais em que possa ser observada, avaliada pelos outros, de desempenhar alguma atividade em público. Algo como uma “timidez exagerada” ou “vergonha excessiva”. As situações mais comuns incluem falar em público, escrever, comer e beber diante de outras pessoas, usar banheiro público, falar ao telefone, relacionar-se com outras pessoas em situação de destaque ou autoridade e a maioria das situações que envolvem contato interpessoal, como festas ou reuniões, onde teme dizer coisas tolas, ser incapaz de responder perguntas ou manter uma conversação. Os sintomas mais freqüentes são temor, rubor, “branco na mente”, sudorese, taquicardia, tensão muscular, tremores.

 

Fobias: é um medo irracional que a própria pessoa julga exagerado e desproporcional ao estímulo. Sabe que super estima o perigo, mas diante do objeto ou da situação temida não consegue avaliar a realidade de seus temores. Por exemplo, fobia de insetos, de avião, de sangue, de dentista, metrô e outras. Algumas fobias são muito incapacitantes.

 

Stress pós Traumático: a pessoa passou por uma situação de alta ameaça, como assalto, seqüestro, estupro, inundação, incêndio, naufrágio, guerra, etc, e teve inicialmente uma reação adequada ao perigo que se torna patológica quando permanece em estado emocional de desconforto, resultante da lembrança do perigo vivido. Como inicialmente é “uma reação adequada a uma situação anormal”, pode ser menosprezada pelo paciente, pais e profissionais de saúde. Mais que uma crise ou reação ao fato ameaçador, o stress pós-traumático interfere no funcionamento normal da pessoa, com efeitos que podem tornar-se crônicos.

 

Ansiedade Generalizada: pessoas que se sentem constantemente nervosas, preocupadas com muitas circunstâncias de vida, sendo difícil ou impossível livrarem-se delas para encarar as tarefas cotidianas de maneira eficaz. Os temores ou apreensões são preocupações com possíveis desgraças, ou seja, doenças, acidentes ou mortes que possam acontecer a algum familiar ou a eles próprios. Em outros casos referem ansiedade por não conseguirem um desempenho eficaz em diferentes áreas vitais.

 

T. O. C (Transtorno Obsessivo – Compulsivo): quadro ansioso caracterizado pela presença de obsessões e rituais compulsivos. Obsessões são pensamentos, idéias ou imagens repetidas e indesejadas que invadem a consciência. Podem ser preocupações, blasfêmias, obscenidades, idéias repugnantes ou combinações destas. Podem aparecer sob a forma de frases, pensamentos, imagens ou impulsos. A pessoa reconhece o pensamento ou idéia como produto de seu próprio pensamento. Compulsões são comportamentos repetitivos, executados em ordem preestabelecida e visam baixar a ansiedade causada pela obsessão.   Ex: idéias de estar “suja” ou contaminada (obsessão) que causam grande ansiedade. Em seqüência lava as mãos (compulsão) para limpar-se, o que alivia provisoriamente a ansiedade, que volta depois, repetindo-se o ciclo.

 

 

Dr. Marco Antonio De Tommaso
–  Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
–  Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
–  Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
–  Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010

–  Articulista da revista Boa Forma “Divã”
–  Assessoria psicológica para modelos e agências

–  Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br
11 – 3887 9738    www.tommaso.psc.br  [email protected]

http://tommasopsicologia.blogspot.com/

 

 

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