Ansiedade não escolhe idade

Os transtornos ansiosos, entre os quais o pânico, fobia social, ansiedade generalizada, fobias e medos, reações ao estresse, são os principais problemas de saúde mental dos brasileiros nos grandes centros urbanos no final do século.

O desgaste, sofrimento e a incapacitação que provocam, os custos pessoais, familiares, sociais, profissionais são incalculáveis. Estudo com 30 pacientes com pânico não tratado revela que 16 não trabalhavam, 7 o faziam esporadicamente, 11 pediram demissão ou foram demitidos como resultado direto de seu quadro ansioso.
50% dos jovens que utilizam drogas o fazem para modificar o desconforto produzido por ansiedade e depressão. Pessoas excessivamente tímidas e envergonhadas (fobia social) tem vulnerabilidade maior para álcool e drogas, ocorrendo abuso e dependência em 20 a 30% dos casos, onde o uso está associado com situações de enfrentamento de dificuldades. São pessoas que começam utilizando o álcool para “relaxar” e participar de reuniões ou encontros sociais. A percentagem de suicídios chega a 14% ! Além disso, há evitação de toda uma série de situações, inclusive promoções, por medo de contatos sociais decorrentes.

E os problemas ansiosos estão ocorrendo cada vez mais cedo (infância e adolescência) e em numero cada vez maior (25% da população mundial têm alguma forma de ansiedade clínica). Crianças com pânico ou fobia social podem evitar freqüentar escolas!

Ansiedade não tratada pode ser o estopim para toda uma gama de quadros clínicos graves que vão do abandono escolar ou do emprego até o uso de drogas, alcoolismo, obesidade via compulsão alimentar, anorexia nervosa e bulimia, transtornos sexuais, somatizações diversas, além de problemas de ordem social como dissolução familiar e outros, que podem ter-se iniciado COMO UMA TENTATIVA MAL SUCEDIDA DE “TRATAR” A PRÓPRIA ANSIEDADE, OU A DEPRESSÃO OU O DESCONFORTO QUE PRODUZEM.

Os transtornos ansiosos, hoje, são estudados, pesquisados e conhecidos. Seu tratamento ADEQUADO apresenta bom prognóstico.

A desinformação, o preconceito, a abordagem indevida concorrem decididamente para dificultar o acesso ao tratamento e à melhora da qualidade de vida.

É MUITO MAIS FÁCIL TRATAR A ANSIEDADE QUE OS MALES DELA DECORRENTES!