Ansiedade e Comida

Medo e ansiedade são reações emocionais diante do perigo. No medo, o perigo é real, externo, como estar diante de um animal selvagem. Constitui importante mecanismo de preservação. A ansiedade é emoção subjetiva, desagradável, voltada para o futuro, desproporcional ao perigo que, ou inexiste ou é pouco significativo.
Implica em sintomas físicos (taquicardia, nó na garganta, boca seca, tremores, etc), psicológicas (medo, sensação de desconforto interno, apreensão, sensação de falta de controle, mal estar indefinido etc) e comportamentais (evitar a situação temida, negar a ansiedade, “narcotizar “a sensação desagradável com álcool, drogas ou… comida.)

O alimento exerce alívio de curtíssimo prazo na sensação desagradável, que logo após volta reforçada pela culpa, levando-a a comer de novo para aliviar a tensão, e assim sucessivamente. Os mais leves sinais de ansiedade, mesmo antes de serem percebido pela consciência, são amortecidos pela comida. Utilizando esse processo a pessoa engorda e começa a evitar situações diversas por sentir-se inadequada. Situações sociais, atividade física, eventos culturais e toda uma série de situações prazerosas. A ansiedade aumenta e a comida que era um prazer se torna O PRAZER ou uma forma de “lenitivo” para os problemas da vida. E o único “problema” que ela resolve é o da fome e da nutrição.

Outras pessoas perambulam de dieta em dieta, engordam e emagrecem, fazem “regime” algum tempo para perder “algum peso” e voltam a engordar. A autoestima está absolutamente abalada. Comem sem fome, se auto-sabotam, parece que querem e não querem a mesma coisa ao mesmo tempo, o que leva a angústia.

Se a ansiedade estiver presente no comportamento alimentar e não for identificada e trabalhada, põe por terra os mais sinceros e competentes programas médico-nutricionais.

Essa é a função da psicologia. Levar a pessoa a desvincular a fome da ansiedade. Pesquisar e tratar o que, fora a fome, a leva ao prato. Levá-la a comer quando tem fome e a não comer quando estiver ansiosa. A propor outras soluções para a ansiedade, que não a comida. A modificar seu estilo de vida permitindo-lhe emagrecer E PERMANECER MAGRA e não apenas FAZER MAIS UMA DIETA PARA PERDER ALGUM PESO POR ALGUM TEMPO.

Vamos a algumas dicas:

• Não tenha pressa para emagrecer.
• Estabeleça metas viáveis.
• Emagreça POR VOCÊ, não pelos outros.
• PREOCUPE-SE COM O PROCESSO. OS RESULTADOS VIRÃO COMO CONSEQÜÊNCIA.
• Aumente as fontes de prazer. A comida é um prazer e não O PRAZER. Não evite situações porque está gorda.
• Pratique atividade física. O melhor exercício é aquele que mesmo cansada hoje, você sente vontade de fazer amanhã.
• Pratique alguma forma de relaxamento.
• Esqueça as “dietas loucas”, milagrosas. Troque o “regime” pela reorientação nutricional.
• A sensação de falta de controle é pior que a falta de controle em si. O problema não é um bom-bom, mas a caixa toda, se você partir para o “perdido por um”…
• Lembre-se, o erro é oportunidade de aprendizado. Errou? Corrige! Caiu? Levanta!
• Seja feliz enquanto emagrece. Não espere emagrecer para ser feliz.
• Emagrecimento se baseia num tripé: nutrição adequada, atividade física e EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO.

Em muitos casos, é necessário acompanhamento psicológico. Se for o seu caso, não se envergonhe! Você precisará ter as emoções a seu lado para emagrecer e PERMANECER MAGRA.

Dr. Marco Antonio De Tommaso
– Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
– Atuou no IPQ HC USP em pesquisa e atendimento
– Credenciado pela Assoc Bras para Estudo da Obesidade
– Consultor da Unilever – Dove de 2004 a 2010
– Articulista da revista Boa Forma “ Divã”
– Assessoria psicológica para modelos e agências
– Consultor de psicologia do site www.giselebundchen.com.br

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